Quando as Catedrais eram Brancas, notas breves sobre arquitectura e outras banalidades, por Pedro Machado Costa

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Setembro

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Agosto contraria a métrica.

A lógica temporal deixa simplesmente de ser intuída, passando a gerar meras coincidências.
Agosto nunca existe: é demasiado volátil para merecer nome de mês. Para além disso centra-se em temas recorrentes, repetitivos, quase anónimos, como se a iteração fosse sinónimo da procura da ausência da singularidade.
Mas é exactamente o contrário. É a anatomia vagarosa a mandar no tempo de Agosto. Quase sempre descalça, nua; incapaz de uma tomada de decisão definitiva sobre elementos simples, outrora precisos.
Agosto é coisa evidentemente inútil, nem que seja por convidar a nada.
Por isso: Setembro.

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