
A Alegoria do Triunfo de Vênus, 1545, Agnolo Bronzino.
Em relação ao (profícuo) diálogo entre Guimarães e As Catedrais (aqui, depois ali, seguido de resposta aqui, e contra-resposta além) registe-se:
1. Sobre a Beleza e Consolação creio ser clara a propensão comum para a primeira; sendo, claro, a Consolação, o purgatório da maioria. Mas já que nos destinamos, todos, à consolação, mais vale dela tirar bom partido . Afinal o purgatório não deve ser um lugar assim tão mau.
2. Quanto aos trejeitos intelectuais superiores, bem sei que o seu uso é (moralmente) indevido. E no entanto esse é, vá lá, o maior paradoxo: querem, os arquitectos, ser percebidos. Anseiam pela clareza. Desejam a compreensão e a aceitação. E no entanto aquilo que, nos arquitectos, pode ser útil a essa sociedade reside exactamente no que dominam, e no modo como o fazem. Pode chamar-lhe, ao domínio disciplinar, de trejeito intelectual superior ou, se quiser, simplesmente, e sem preconceito, conhecimento e responsabilidade no seu uso.
Mas não queira, nunca, fazer coincidir a obra prima do mestre com a prima do mestre de obras. Podem ser ambas belas, é certo. Mas, creio, diversas.
3. Do Programa Inov-Art faço contas rápidas, e concluo, pelos números que Guimarães refere, que a generosidade política é, finalmente, um facto: a cada um dos formandos nacionais caberá o uso, directo ou indirecto de 24.000,00 €.
Discordando embora do aparente desvio operativo do fundo - que serviria mais para pagar o ganho de experiência e know-how de autores nacionais em instituições culturais e artísticas de referencia (leio: museus, fundações, teatros, instituições, residências artistas, etc.) e menos para sustentar estágios profissionais em empresas a operar no mercado, por parte de arquitectos que tentam, desesperadamente, escapar à falta de oportunidades oferecidas neste pequeno país - devo no entanto sublinhar os seus aspectos positivos: a crença na formação e na educação, e a confiança que isso trará, mais cedo ou mais tarde, retorno.
Caberá, aparentemente, a Guimarães, por vontade própria, a responsabilidade de demonstrar que a (minha) geração tira o melhor partido dessa aposta.
Já o dissemos, e voltamos a afirmar: cá estaremos para apoiar o projecto; embora pareça que a reduzida adesão venha a ser um farto demasiado pesado, ou não fosse a temida ausência de participação observável à priori, na caixa de comentários d'Os Lugar[es] da Mente.
4. De FreshLatino, bem sei que é um projecto pessoal de Ariadna. De longa data.
Individual? Talvez. Solitário? Nem tanto. Consequente? Veremos.
A questão é saber se alguma coisa, por cá, mesmo que individual ou solitária, possa ser tão consequente como o é o trabalho de Ariadna Cantis.
5. Por fim regressemos ao início: o desejo, natural, de nos confrontarmos com o trabalho de toda uma geração, até aqui, aparentemente, distraída. Veremos, Guimarães, veremos.
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Da Alegoria do Triunfo (de uma geração)
Fresh Ariadna

Depois de, durante anos, ter sido responsável pelas exposições Panorama Emergente, nas Bienais Ibero-Americanas de Arquitectura, Ariadna Cantis, uma Argentina a viver em Madrid, dedica-se cada vez mais a observar a emergência de uma arquitectura tendencialmente despojada do seu enquadramento disciplinar tradicional, mais interessada em procurar respostas concretas, sensatas, e mais consentâneas com as cidades onde (nós) vivemos.
Depois de Fresh Madrid - uma plataforma documental da arquitectura emergente em Madrid, que vai já na terceira edição - Ariadna faz agora uma incursão pela Ibero-américa, dando sequência, alías, aos conteúdos por ela desenvolvidos na 2G: Emerging Ibero-American Architecture, com FreshLatino:
Entre las nuevas generaciones el «arquitecto estrella» deja sitio al «profesional en la calle», más próximo a la sociedad, investigador y experimental. La novedad entre estos arquitectos se identifica en la incorporación al repertorio de herramientas que provienen de la sociología, la política, la antropología, la economía y la ecología, y que amplían y trascienden los limites de la multidisciplinariedad profesional planteados en la agenda moderna de los arquitectos iberoamericanos; para ellos, la arquitectura ya no es objetos sino sistemas de trabajo. Sus temas son: bajo presupuesto, necesidades básicas, preocupaciones políticas y sociales, movilidad, temporalidad, subversión conceptual. Transitan entre una gran gama de posibilidades: desde interiores temporales o proyectos de pequeña escala, desde la instalación a la ejecución. Muchos de ellos tienen verificación física, generan experiencias inmediatas, hacen emerger un nuevo patrón de realidades, actúan en la frontera disciplinar, cruzándose con el diseño de moda, de mobiliario, la acción urbana o la instalación.FreshLatino inaugura brevemente em Frankfurt, Hamburgo, Rio de Janeiro, Lyon, Bucareste, e em Lisboa, no Instituto Cervantes; trazendo 14 autores, entre eles Pezo von Ellrichshausen (de quem já falámos aqui, e aqui) e Pedro Bandeira (aqui e ali).
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