Quando as Catedrais eram Brancas, notas breves sobre arquitectura e outras banalidades, por Pedro Machado Costa

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O Terreiro: passo

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Praça do Comércio, via BicLaranja

Parece ingenuamente pobre este novo projecto para o Terreiro do Paço. aquele desenhado do pavimento, aquele eixo tautológico que só serve para banalizar o óbvio. O que, claro, nos leva a concordar com as críticas que lhe são feitas um pouco por todo o lado.

Parece pobre - menos ingénuo, embora - esta condução do processo: desde a encomenda do projecto a Bruno Soares - sem qualquer tipo de concurso público -, ao modo como este foi apresentado à cidade - sem qualquer tipo de cretério. O que, claro, nos leva a concordar com as críticas que lhe são feitas um pouco por todo o lado.

Parece pobre, excessivamente pobre, esta maneira de lidar com os cidadãos. E de (re)fazer cidade. Ingénua ou não.

Muito já foi já dito e escrito sobre o assunto. Com excepção de um pequeno pormenor: é que de facto houve um Concurso Público para o Terreiro do Paço, lá para o final dos anos 90. Desse concurso saiu uma proposta vencedora, da autoria da dupla Pedro Pacheco e José Adrião.
Nesse processo houve o envolvimento da Ordem dos Arquitectos (na altura respondia por outro nome: Associação dos Arquitectos), da Câmara Municipal de Lisboa, de Júris, de Arquitectos, de Equipas de Projecto, de Vereadores. Houve dinheiros públicos gastos. Houve discussão. Houve possibilidade de escolha. Houve decisão.

Pergunta-se então: qual foi a utilidade desse concurso público? Dessa Ordem dos Arquitectos? Dessa Câmara Municipal? Desse Júri e desses arquitectos? Dessas Equipas de Projecto? Desses Vereadores? Desse gasto de dinheiros públicos? Dessa discussão? Dessa possibilidade de escolha? Dessa Decisão?

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