Quando as Catedrais eram Brancas, notas breves sobre arquitectura e outras banalidades, por Pedro Machado Costa

| Subscrever via RSS

Adenda à entrada anterior

| |
















Pavilhão de Portugal, Shanghai, 2010; Carlos Couto (via JAC)

No fundo poder-se-ia concluir que a arquitectura de feira nunca teve qualquer tipo de ambição. Tratando-se eventualmente de uma mera resposta burocrática ao problema da representação; a arquitectura de feira ilustra exactamente essa incapacidade da disciplina em representar algo, ou alguém.

Diriam: nem sempre foi assim. Com razão. Mas é esse exactamente o problema do progresso: fazer-nos convencer que não é necessário existir nada senão um simples pretexto representativo para se construirem coisas.


8 comentários:

Mário André disse...

Eu diria mesmo: nem sempre foi assim.
http://www.youtube.com/watch?v=O9ELSzRbH6A
Mas isto é outra conversa...

Quando as Catedrais eram Brancas disse...

É de facto outra conversa. Sobretudo o discurso conciliador desse tal de Senhor Schascht.

joão amaro correia disse...

nem sempre foi assim;
http://arttattler.com/Images/NorthAmerica/NewYork/Whitney/Buckminster%20Fuller/fuller_pavilion.jpg

j

Anónimo disse...

Julgo que está bem equivocado. Oxalá um dia venha a vê-lo numa grande representação deste tipo a "representar" coisas.

Quando as Catedrais eram Brancas disse...

Caro Anónimo: gostaria muito. Mesmo muito. De estar equivocado. De me ter enganado. De ter errado, ao achar que a este Pavilhão pouco ou nada resta de fundamentação arquitectónica. E pode até ser que sim: que o Pavilhão Português seja uma obra maior de arquitectura. Facto esse que apenas me deixaria triste por ter sido incapaz de lhe descobrir tão grandes virtudes.
Estarei, creia, aberto a rever a minha posição; em qualquer altura, em qualquer lugar. Acredite que nada me move mais do que melhorar. E ser surpreendido.

Em relação a um dia destes me ver numa grande representação deste tipo a "representar" coisas, talvez,remotamente, venha a ter essa hpótese. O caminho para aí se chegar passará certamente pelo dia em que os responsáveis por eventos dessa natureza - enfim, todos aqueles cujas decisões se encontram a montante da arquitectura - melhor reflectirem sobre a possibilidade que um concurso abre na procura de melhores soluções para problemas que afinal nada têm de simples.
Continue a aparecer. Será sempre bem vindo. Obr.

Anónimo disse...

Vi algumas imagens de pavilhões congéres no site da barriga. Coisas boas, pois. Uma desilusão tanta cortiça. E meto a rolha na boca.

PMC, pertinente nas suas observações.
Um bem haja para si

Quando as Catedrais eram Brancas disse...

Caro anónimo. Obrigado por aparecer. Peço-lhe é que o deixe de ser: anónimo. É que isso implica a impossibilidade de o reconhecer no meio de tantos outros.

Orlando Marques disse...

O processo foi nebuloso desde o início. Desde o convite à última da hora feito pela Parque-Expo a algumas empresas, até à que ganhou estar na lista das maiores devedoras ao Estado. Para quê comentar mais.
O milagre até se deu. Transformou-se a nuvem em cortiça requentada.

Tags