Quando as Catedrais eram Brancas, notas breves sobre arquitectura e outras banalidades, por Pedro Machado Costa

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Rock of Ages n.º15, Active Section, Vermont, da Série Quarries, 1991, Edward Burtynsky (via PRIX PICTET)

A Natureza Morta sempre foi o melhor tema da arte.
É por isso que aquela arquitectura paisagista que se apoia nas virtudes da biologia é um evidente paradoxo. Isto, claro, para além de ser um aborrecimento confrangedor.

16 comentários:

(o) arquitecto disse...

por uma arquitectura paisagista morta!
eu subscrevo.

armando disse...

do que falam concretamente?

AM disse...

esta foto é tão boa que eu tenho vontade de despir a roupa trepar a pedreira e correr nu pelo fiorde (como numa capa de um disco...)
recordou-me o yale center for british art do kahn
já sei... sou um tarado...

alma disse...

por uma Natureza INERTE :)subscrevo !
Sem maldade e sem piedade !

AM disse...

inertes?
em tempo real?

alma disse...

O AM não é tarado é só obcecado LOL

de Estremoz a Vila viçosa pode trepar as pedreiras sem precisar de despir a roupa ...

AM disse...

conhece o esquiço do Hestnes de uma pedreira (Sesimbra)? :)

Pedro Machado Costa disse...

Confesso que a imagem de um AM sem a sua roupagem aos losangos me faz alguma impressão.

De notar, aqui, a muito rápida reacção de Armando; em prol da defesa desse paisagismo naturalista. Coisa que, neste momento, é mais um estigma do que propriamente uma acção realista. Ou desejável. Ou não?

armando disse...

Pedro, não se tratou de uma rápida reacção mas de um simples pedido de esclarecimento. Porque não percebi onde querias mesmo chegar. Penso que não se podem colocar no mesmo saco temas como "natureza morta, arte, arquitectura paisagista e biologia", agitar e libertá-los sob a forma de duas ou três frases. É tudo bastante mais complexo do que isso. Por fim introduzes a palavra naturalismo, o que continua a gerar alguma confusão. Não será um tema que eu defenda, quando o desconheço.
Quanto aos comentários, não sei o que é uma "natureza inerte" ou uma "arquitectura paisagista morta" mas consigo imaginar na cabeça de alguns arquitectos a morte da arquitectura paisagista.
Uma pedreira não deixa de ser um "sistema vivo".

(o) arquitecto disse...

antes o betão levava inertes, agora leva agregados, é a mesma matéria, apenas tornou-se consensual que o contributo destes materiais não era inerte, pois tem reacções químicas com a restante composição do betão.

na minha cabeça certamente há o desejo de uma arquitectura paisagista morta, no entanto ela não deixará de ser um sistema vivo.

jraulcaires disse...

Continuo obcecado pela construção de uma paisagem. ainda que seja uma "vida petrificada".

wathever it means...

j disse...

quais são as virtudes da biologia, nas quais a arquitectura paisagista se apoia, de que falas? serão a vegetação, os animais, o homem? as bases científicas nas quais a arquitectura paisagista se apoia são: a pedologia, a agrometerologia, a botânica, a geomorfologia, a fitossociologia, etc...
explica lá a tua ideia

jraulcaires disse...

Note-se que tenho uma licenciatura em arquitectura, e por vewzes, penso em ir para o ISA, estudar outra vez..

não há aí um mestradozinho...

jraulcaires disse...

Eu que quando era criança, o que queria era ser Biólogo... arquitecto de ecossistemas...

Não que me dê mal, mas, por vezes, o panorama é desolador...

A culpa é da Lídia Gouveia, a professora das artes do 9º ano...

alma disse...

"O dia em que se chegar a compreender a vida como uma função da matéria inerte será para descobrir que ela possui propriedades diferentes das que lhe atribuíam"
-- Lévi-Strauss

AM disse...

malhas cor-de-rosa, com losangos, no C&A
25 €

alma (arrasou!) :)
o que é que o Lévi pensaria do Colombo (o shopping) ? :)

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