Quando as Catedrais eram Brancas, notas breves sobre arquitectura e outras banalidades, por Pedro Machado Costa

| Subscrever via RSS

Só hoje

| |

Bem sei que isto não é fácil de dizer. Nem de explicar. Bem sei que isto pode cair mal. Vai cair mal. Bem sei. Bem sei que isto pode ser confundido com historicismo. Ou reaccionarismo, que é ainda pior. Bem sei que a personagem não é propriamente a mais simpática. A mais inteligente. A mais bonita. Bem sei que as ideia por ele defendidas parecem mais ter saído de um contos de fadas de segunda categoria do que propriamente de alguém que pensa sobre o futuro, o passado também, das nossas cidades. Bem sei que tudo aquilo em que acredito se lhe opõe, em tese. Bem sei que Poundbury parece mais um daqueles cenários feitos de cartão do que propriamente uma coisa onde possamos viver. Bem sei que me posso vir a arrepender de dizer isto. Mas digo à mesma: hoje, só mesmo hoje, se tivesse que escolher um partido, escolhia o dele.















Poundbury, Leon Krier, 80's [via The Guardian]















Terminal de funicular, Innsbruck, Zaha Hadid, 2007 [via The Guardian]

Se ainda assim, depois de compararem as duas imagens, preferirem a que está em baixo, pensem nesta: o homem não deve ser assim tão mau. Afinal foi pela mão (mão não: mãe) dele que Siza recebeu a tal da medalha de ouro. E isso deve valer alguma coisa. Não?

4 comentários:

AM disse...

vou ali rasgar as vestes, volto já

depois disto vais precisar de novos amigos :)

alma disse...

Pedro !
por estas e por outras pode contar com esta alma... :)

Mário Duarte disse...

Fiquei curioso com o carbúnculo.

Lourenço Cordeiro disse...

Ámen.

Tags